Anvisa libera uso de novo medicamento contra a Hepatite B
dezembro 1, 2009
A nova droga já usada nos Países da União Européia e nos Estados Unidos chega ao Brasil com custo reduzido em 2010, é o que garante o protocolo do Ministério da Saúde
O Ministro da Saúde José Carlos Temporão divulgou novo protocolo que abrirá o mercado brasileiro para a multinacional americana Gilead, fabricante do Tenofovir Desoproxila, o qual já é utilizado para o tratamento contra o vírus da AIDS (HIV). Esse protocolo garante aos pacientes diagnosticados com o vírus da hepatite B (HBV) o tratamento à base do medicamento Tenofovir, em conjunto com outros dois antivirais. O emprego dessa nova droga visa descompensar a resistência criada pelo vírus B ao longo do tempo, em média cinco anos, quando tratado somente com a ingestão da lamivudina e interferon convencional. O medicamento Tenofovir era liberado apenas para pacientes com AIDS ou com as duas doenças (AIDS e Hepatite B), será disponibilizado agora para pacientes apenas hepáticos. O doutor Alexandre Cunha, infectologista da UNB (Universidade de Brasília) fala sobre o Tenofovir, ” O uso do Tenofovir é tranquilo, quase não tem efeito colateral. O índice de cura é muito baixo, mas a doença fica controlada, ’’ disse.
Sobre a doença
Hepatite B é uma doença que causa inflamação no fígado e pode ser causada por um vírus. A forma de contágio é através de contato com secreções de pessoas contaminadas. Quando o fígado é infectado pelo vírus, fica inflamado e sensível e pode ficar muito inchado. As partes afetadas pelo vírus podem ser destruídas pela inflamação. A Hepatite B é chamada assim pelo fato de não existir um nome científico relacionado a ela, sendo um tipo de doença séria e pode levar a morte. Existe ainda a hepatite B crônica e as pessoas infectadas por esse tipo da doença continuarão infectadas por um longo período e tem grande probabilidade de desenvolverem complicações no fígado. A hepatite B é extremamente infecciosa, podendo a mães hepáticas ou portadoras do vírus podem transmitir a doença aos seus bebês durante o parto.
As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos, que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais semelhantes, porém com particularidades importantes. Transmitidas por via parenteral (compartilhamento de material perfurante, procedimentos cirúrgicos, etc.) e, sobretudo via sexual desprotegida, a leva ser considerada Doença Sexualmente Transmissível (DST).
Infecciosa, é causada por vírus que afetam o fígado e não apresenta sintomas ou evolui a ponto de ocasionar a morte antes dos vinte ou trinta anos da sua contração. Estudos justificam como já se faz com HIV, que o importante é controlar a carga viral (HBVDNA), se ela for persistentemente alta, é maior o risco de levar o paciente a um efeito colateral ou complicação grave, como cirrose ou câncer no fígado. Mas controlando a carga viral no organismo, praticamente não terá esse efeito.
Pesquisas mostram que 11,5% da população das capitais brasileiras com idade de 20 a 69 anos já tiveram contato com o vírus responsável pelo tipo B da doença. Na população de 10 a 19 anos, a incidência foi de 1,14%. Informação segundo os dados do Inquérito Nacional de Seroprevalência das Hepatites Virais.
Aproximadamente 5% a 10% dos adultos expostos ao vírus, evoluem para a forma mais crônica. Quando há o consumo de álcool e fumo, e quando associado à idade e ao histórico familiar, pode agravar com o risco de cirrose e câncer no fígado. O tratamento, ao reduzir a replicação da carga viral e o dano hepático, diminui as chances de evolução para essas doenças graves.
A vacina é uma das principais medidas de prevenção contra a doença. Após três doses, mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunizados. Ela é oferecida na rede pública à pessoas com até 19 anos desde 1998. Também está indicada para grupos específicos, como profissionais de saúde, independentemente da faixa etária. A vacina é encontrada também em clínicas privadas.
Pacientes futuramente beneficiados
A estudante do terceiro ano do ensino médio, Clara Venâncio Silva, 23, moradora da Cidade Estrutural, contraiu Hepatite B em uma relação sexual com um antigo namorado. Com um filho de 1 ano e marido desempregado, Clara vive em uma casa humilde tentando conciliar os estudos, a casa e o tratamento da doença. A estudante desenvolveu o tipo crônico da doença, porém a sua esperança é o novo medicamento que prometem auxiliar os portadores deste mal.
Clara se diz muito satisfeita e esperançosa quanto a essa nova solução.“Estou muito animada e com muitas expectativas quanto ao Tenofovir. Acredito que ele ajudará bastante em meu tratamento, também estou muito satisfeita quanto ao SUS por disponibilizar o medicamento gratuitamente”.
A estudante faz tratamento periodicamente no Hospital de Base de Brasília, onde recebe todas as informações e cuidados referentes à sua saúde. Após ter contraído a doença Clara passou a ter outras precauções quanto a sua rotina alimentar e a se abster de bebidas alcoólicas “antigamente comia qualquer porcaria, mas como minha imunidade baixou com a doença agora tenho que ter todo um cuidado com o que como, fora parar de beber o que foi mais difícil pra mim,” afirma. Toda a ajuda financeira que a jovem possui provém de seus pais, que arcam com os custos de sua casa e de algumas despesas relacionadas ao seu tratamento.
Clara afirmou que depois de ter sido infectada, passou a dar muito mais importância ao uso do preservativo, até mesmo para a preservação de seu marido, o qual apóia a estudante em seu tratamento. Ela aponta em sua declaração que não possuía conhecimento sobre os meios de transmissão da doença “nem sabia o que era Hepatite B, muito menos os métodos de transmissão, pensei que a única doença que eu poderia pegar seria a AIDS ou no máximo uma gravidez indesejada,muito menos sabia que podia me prevenir me vacinando, só quero me livrar logo disso e poder passar todo o conhecimento que agora tenho sobre a doença pro meu filho”.
A declaração de Clara ressalta a importância das informações quanto às doenças sexualmente transmissíveis para os jovens nas escolas e na educação familiar. Outro ponto relevante quanto a Hepatite B é a possível transmissão da mãe para o filho.
O custo do medicamento
Após negociação, o Ministério da Saúde reduziu em 31,1% o valor pago pelo comprimido de Tenofovir, negociação que foi finalizada em outubro. Passou de US$ 2,54 para US$ 1,75, desta forma reduzindo o gasto de R$ 42,4 milhões para o orçamento de 2010. Com essa negociação, parte deste recurso poderá ser destinado para atender os portadores de hepatite B crônica no próximo ano aumentando a eficiência do gasto, sem grande impacto no orçamento. Estudos internacionais mostram que o Tenofovi, usado na terapia contra Aids no país desde julho de 2003, apresentou boa resposta para combate com o vírus. “ Tenofovir tem alta potência para suprimir o vírus da hepatite B. Além disso, tem uma boa barreira genética. Quer dizer, até hoje não há registro de resistência contra ela. Outra vantagem é que basta tomar um comprimido por dia” conforme dito por Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Junto a Universidades Federais e Estaduais, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais o MS tem feito um inquérito nacional de base populacional nas capitais brasileiras para fornecer a dimensão da prevalência dessa infecção, por macroregional. Mas isso não garante a realidade, uma vez que os municípios não entram nesse inquérito, como afirmam profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Com essa postura, se busca blindar a população da infecção horizontal, adquirida a partir de terceiros, já que o grau de transmissão é cem vezes maior que o próprio vírus da AIDS. Por outro lado há evidente preocupação do Ministério da Saúde em reduzir a transmissão vertical, que se sucede entre a gestante e seu filho, cujo controle é ainda mais delicado em virtude de que a contaminação pode ocorrer no pele-parto (pouco antes do parto), durante ou logo após.
Desde 1998 o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece a primeira dose da vacina, que é aplicada antes do aleitamento materno, nas doze horas iniciais de vida do bebê. Até que essa criança adquira seu anticorpo, ela deve receber a imunoglobulina que é um anticorpo pronto, e o risco de contaminação cai para praticamente zero.
A distribuição das hepatites virais é universal, sendo que a magnitude dos diferentes tipos variam de região para região. No Brasil também há grande variação regional na prevalência de cada hepatite. “A endemicidade do HBV no Norte é alta, e a cobertura lá é 100% por que há muitos infectados. O MS trabalhou para imunizar a população e prevenir as gerações futuras”, afirma a chefe do Núcleo de Hepatites Virais da Secretaria de Saúde do Distrtito Federal, a Dra. Sônia Geraldes.
Assim como para a prevenção da AIDS, o Ministério da Saúde vai intensificar seus materiais informativos de prevenção para Hepatite B durante o carnaval. Salões de beleza e estúdios de tatuagem também serão espaços estratégicos para a divulgação de informações sobre a prevenção da doença.
Por Fernanda Faleiro, Oda Paula e Sávia Cristina
Apesar do sufoco, Brasil está na final
junho 25, 2009
A seleção brasileira sofreu para vencer a Africa do Sul em Joanesburgo nesta quinta-feira (25). As 48.094 pessoas presentes viram os ”bafana” dominarem o jogo, mais a eficiência da seleção brasileira prevaleceu. Daniel Alves fez o unico gol do jogo, de falta aos 42 minutos do segundo tempo.O Brail enfrenta os Estados Unidos na final da copa das confederações.
Não houve substituições até os 36 minutos do segundo tempo, quando Dunga trocou André Santos pelo lateral direito Daniel Alves. Aos 42 minutos sobrou para Daniel Alves bater a falta cometida por Ramires na entrada da área, o camisa 13 pateu com a mais pura perfeição no canto direito.A bola ainda bateu na trave antes de entrar no gol.
Ao final do jogo a torcida local reconheceu o otimo desempenho e aplaudiu a seleção de Dunga.

Daniel Alves vibra após fazer a classificação da seleção. foto: divulgação
A seleção brasileira joga domingo contra os Estados Unidos as 15:30 (horário de Brasília).
Transporte Público no DF
junho 25, 2009
Quem depende do trabalho do transporte público no Distrito Federal para chegar ao local de trabalho ou de estudo sabe da precariedade do sistema. Além da má conservação e da falta de linhas, o aumento das tarifas – ocorrido em janeiro – deixa muita gente revoltada. Para discutir um pouco mais sobre o assunto conversei com a estudante Liz Mendes, 19, que utiliza frequentemente o transporte público.
O que você acha do transporte público no DF ?
Liz: Muito desorganizado, não tem horário fixo mesmo quando tem, eles não o cumprem.
Quais as condições do transporte público ?
Liz: Embora o governo tenho dito várias vez
es sobre a compra de ônibus novos, parece que os que estão circulando são os em piores condições.

Você utiliza o transporte público ? Com que frequencia ?
Liz: Sim. De segunda a sexta quando dependo do ônibus para me locomover na cidade e, ás vezes, nos finais de semana. Embora eu prefira não o fazer nesse peíodo, pois a demanda é bem menor do que na semana, o que causa um tempo de espera maior.
Quando você frenquenta o transporte público, você repara que eles têm adaptações para deficientes físicos ?
São poucos os que tem essas adaptações e eu, particularmente, nunca vi um deficiente andando de ônibus em Brasília.
Os motoristas e cobradores respeitam os passageiros ?
Liz: Não sei se eu dei sorte, mas toda vez que andei de ônibus em Brasília nunca presenciei nenhuma falta de respeito. Mais é notável que alguns são mais educados do que outros com relação a coisas básicas, como bom dia, por favor e obrigado.
Shattered Glass
junho 24, 2009
O filme ”Shattered Glass” conta a historia verídica de Stephen Glass, um jovem jornalista mantiroso que inventa matérias. Nos final dos anos 90, Stephen se tornou num dos nomes mais solicitados para publicações como a “New Republic”, a “Rolling Stone” entre outras. Ele so se sentiu ameaçado quando um jornalista da concorrencia descobre que parte dos seus artigos são inventados.
Stephen trabalha em uma das revistas mais importantes dos Estados Unidos, a The new republic. O editor sempre acreditou em suas matérias, porem estava indo embora da revista, em seu lugar entrou seu colega de trabalho Chuck Lane.
De 41 publicações de Stephen 27 eram falsa. Ética é fundamental para qualquer jornalista.
Quando Stephen entregou entregou sua matéria a Chuck, foi publicada. Após essa matéria, todo artigo que Stephen entregava, era investigada por Chuck para saber a verdade. Chuck descobriu várias matérias falsas.
O elenco com a cara do realizador Billy Ray, estrelando o jovem e talentoso Hayden Cristensem – Stephen Glass – acompanhando Peter Sarsgaard – Chuck Lane-, Chloe Sevigny – Caitlin -, entre varios outros.
Guerra dos Mundos
junho 18, 2009
O programa de rádio exibido as 21:00 do dia 30 de Outubro, pelas ondas da CBS começou a transmitir uma dramatização sobre a “Guerra dos Mundos” de H.G. Wells. Wells é considerado um dos pais da ficção científicas,a transmissão provocou tanta polêmica, ao final de 1938. A história de Wells foi encenada pelo grupo de teatro Mercury, liderado por ele.

Orson Wells quando radialista. imagem:Iconocast.com
Orson Wells relatou em formato jornalístico, que estava acontecendo um ataque de Marte ao planeta terra, uma invasão alienígena que o mundo estava sendo aniquilado, isso era apenas uma brincadeira de Halloween. Milhares de pessoas que sintonizaram pouco depois e perderam o aviso inicial que dizia que aquilo era apenas um programa de rádio. Nestes quarenta minutos restantes podia ouvir os gritos, o desespero das pessoas, declarações de oficiais do governo confirmando a invasão.
O que fez a transmissão parecer tão verdadeira foi repetidamente interompido por diversos boletins de notícias. Ao final da transmissão, Wells revela que o programa trata-se de uma ficção, apenas para comemorar o dia das bruxas.
Foi calculado na época que seis milhoes de pessoas escutaram o programa pelo menos um milhão tomaram aquilo como fato verídico. Diante de tudo, Wells virou notícia. Em 1955, contudo em um especial da BBC para Orson Wells, eles assumiram que o programa não foi inocente.O assunto rendeu até processos judiciais.